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Café no combate à depressão
Uma substância, os ácidos clorogênicos, que representa 9% da composição do grão de café, podem contribuir no tratamento de depressão, tabagismo e alcoolismo. Esse é mais um benefício do café para a saúde apontado por médicos especialistas no assunto. Os ácidos clorogênicos são considerados importantes por pesquisadores da Unidade de Estudo Café e Coração da Fundação Zerbini, ligada ao Instituto do Coração de São Paulo (Incor).
Segundo o médico e professor do Instituto de Neurologia da Universidade Federal do Rio de Janeiro, Darcy Roberto Lima, há substâncias na torra do grão de café que atuam no circuito do prazer do cérebro, bloqueando o desejo de autogratificação que leva as pessoas à depressão e ao consumo de álcool e drogas. Essas substâncias, explica o professor, vão ao cérebro e modulam o humor. “Quem bebe café sobre menos de depressão, consome menos álcool e fuma menos”, conclui.
Ciente dos benefícios do café à saúde, o professor tem como um de seus objetivos, em parceria com a Federação Mundial de Cardiologia, estimular a introdução do café com leite na merenda escolar das escolas. “Quem toma café em vez de refrigerante não fica obeso. É nutritivo e de baixa caloria se ingerida sem açúcar”, observa.
A Unidade de Estudos Café e Coração começou, no ano passado, com o apoio da Associação Brasileira da Indústria do Café (Abic), um trabalho de pesquisa sobre os efeitos do café em pessoas com doenças nas artérias. O estudo será mantido nos próximos anos em pacientes da região Sudeste que tomam café. “O levantamento será feito entre a população brasileira, que tem perfil genético diferente de outros povos”, destaca o cardiologista e coordenador das pesquisas do Incor, Luiz Antônio Machado César.
Estudos já indicam ainda benefícios do café nos tratamentos de diabetes, Alzheimer e Parkinson. O psiquiatra e professor das faculdades de Biociências e de Medicina da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul, Diogo Lara, informa que um estudo rigoroso feito entre 8 mil pessoas, durante 30 anos, mostra que quem bebia café tinha entre 50% e 80% menos chances de desenvolver a doença de Parkinson em relação às que não tomavam a bebida. “Está provado que a cafeína tem efeito protetor sobre os neurônios”, afirma.
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