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Duas profissões ganham destaque no mercado de café
O mercado de trabalho tem registrado uma demanda crescente por uma profissão que não chega a ser uma novidade, mas que carece de mão-de-obra especializada: a de barista. O aumento do consumo do café tem estimulado novos investimentos na área, como o lançamento de marcas de cafés finos e a proliferação de cafeterias de pequeno a grande porte.
A estimativa de especialistas do Sindicato das Indústrias de Café de São Paulo ISindicafé) é que existam no País entre 800 e 1.000 baristas. Os salários oscilam entre R$ 500 e R$ 1.500, embora profissionais experientes e conhecidos no mercado, considerados até celebridades, tenham rendimentos muito superiores a isso.
Esse número, calculam empresários e profissionais da área, é insuficiente para atender as necessidades das 2.500 cafeterias brasileiras, boa parte delas localizadas na região Sudeste. Para exercer a profissão, é preciso muito mais do que saber “tirar” um café. Além de conhecer as variedades do café, o barista precisa conhecer a máquina e aliar a prática à teoria. A Associação Brasileira da Indústria do Café (Abic) oferece um curso de formação avançada para barista, que pode ser um bom começo de carreira para os interessados.
Outra profissão emergente em virtude da movimentação do mercado de café é o de provador, profissional especializado em diferenciar a qualidade do grão, por tipo, aroma e identificar os defeitos dos cafés. A estimativa do Sindicafé é que existam entre 600 e 800 provadores no Brasil. Essa mão-de-obra tem sido procurada pelas indústrias de cafés. Ainda não é comum encontrar um profissional desses numa torrefadora, mas a tendência é que no longo prazo essa seja também uma necessidade do setor.
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