O mais recente alvo da cafeicultura brasileira são os países asiáticos. Torrefadoras e cooperativas planejam investir US$ 2,5 milhões em cafeterias na Ásia com a intenção não só de elevar a exportação como também obter maior valor agregado. Duas características tornam a região muito atrativa: população numerosa e seu mercado novo, consumidor de café há apenas 70 anos. O mercado ainda é pouco explorado.
O diretor-executivo da Associação Brasileira da Indústria de Café (Abic), Nathan Herszkowics, diz que será uma pequena invasão brasileira na Ásia. No ano passado, foram inauguradas três cafeterias brasileiras no continente. A previsão para o primeiro semestre de 2007 é abrir pelo menos mais duas. As pioneiras foram o Café do Centro, instalado em Tóquio, o Café Tiradentes, que montou uma cafeteria em Seul, e a Cooperativa de Cafeicultores de Guaxupé, que começou seu negócio por Pequim.
Desenvolver um canal de distribuição por meio das exportações com maior valor agregado, segundo Herszkowcz, é o principal objetivo das empresas. A iniciativa, avaliam especialistas da área, deve estimular a exportação e reforçar a imagem do produto no exterior. A expectativa é divulgar a qualidade do produto brasileiro e associar à marca brasileira a um produto de qualidade.
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